Para Refletirmos

O pensamento comunista me trás sentimentos de profundo amor. É como as gotas de chuva para as plantas depois de um longo período de estiagem: vem para purificar e dar lugar a nova estação.

Miriam Pacheco S. Seixas

domingo, 8 de março de 2015

8 de março - Dia Internacional da Mulher

Por Míriam Pacheco


Mulher,

Que carrega nos olhos a beleza e a ternura,

Sempre sensível e forte.

Que divide seu afeto a quantos precisar.

Que tem coragem para enfrentar as maiores dificuldades,

Que chora com fragilidade.

Que ganha o mundo, se apaixona.

Que luta por seus ideais e ama incondicionalmente. 

Que planta. E com seu suor do teu rosto colhe ternura,

Que perfuma a vida, e se embeleza ou não, dependendo do humor.

Que vence o cansaço, sonha, chora e sorri,

Tudo num mesmo instante.

Carrega no olhar mistérios insondáveis,

Que encanta.

Mulheres de beleza rara.

Um único dia não é capaz de contemplar O SER MULHER. 






quinta-feira, 25 de abril de 2013

TDAH ou falta de limites


Míriam Pacheco da Silva Seixas


O blog anda muito desatualizado, por motivos de força maior, ou de força melhor. Explico,  jornada dupla para aumentar a renda, fora a jornada tripla, manter a casa limpa e organizada e atividades extraclasse.  Mas nas noites em que o sono se vai é bom aproveitar para pensar na rotina e nos episódios de sala de aula e ao mesmo tempo são reflexos da nossa ordem social.

É cada vez mais gritante a quantidade de alunos hiper-ativos nas escolas, mas que de hiperativos não tem nada. São rotulados assim pela própria família que às vezes não consegue frear ou impor limites aos filhos. Outro dia ouvi uma mãe dizer o seguinte: meu filho é hiperativo. A professora, pergunta – e ele faz acompanhamento especializado? Não! – disse a senhora, mas eu sei disso por que tenho um sobrinho que é, e o comportamento dos dois é igualzinho. Já ouvi outra mãe dizer que dividia o remédio de um filho com o outro, por que ela já sabia que o mais novo também era hiperativo. Quem diagnosticou o mais novo como hiperativo? A própria mãe. Paira no ar a duvida, o menino é hiperativo ou se encaixa mais no perfil dos hiper-ativos?

Uma professora que também tem TDAH (transtorno de déficit de atenção e hiperatividade) que é psicopedagoga, arrepia-se ao ouvir tais histórias e relatos de colegas de profissão.

Outra mãe disse o seguinte: – não dou o remédio para ele antes de mandá-lo para a escola, para que não durma na sala de aula. Hora bolas! Quem conhece a sala de aula nos dias atuais, ou já parou dois minutinhos que seja na porta da sala, sabe que o que mais temos são alunos hiper-ativos, conectados o tempo todo a muitas coisas de uma vez só.   

É a chamada geração Y. Geração que tem muitas informações desconexas, mal transmitidas, ou mal recebidas, que tem uma babá eletrônica a disposição para dispersar pensamentos nada lógicos e muito pouco científicos. Geração que tem o tédio como a motivação para estudar ou fazer atividade física. Já os alunos diagnosticados por especialistas com hiperatividade sofrem ainda mais na convivência com os hiper-ativos do que com sua própria hiperatividade. Quanto mais o ambiente é agitado, mais dificuldade o hiperativo tem para controlar suas emoções, ficam agitados, confusos, nervosos, estressadíssimos. Enquanto os realmente hiperativos precisam de medicamentos e ensinamentos de concentração, os hiper-ativos precisam apenas de limites. E o que seria limite? Será que alguém ainda se lembra de aplicar o limite? É mais fácil deixar rolar para depois ver como fica.

Sempre digo aos pais nas reuniões que a função de ensinar cansa e a de aprender dói. E é isso mesmo, cansa falar a mesma coisa todos dos dias, mas a criança precisa desse ritual. Uma parte desse ritual de ensinamento são os lembretes diários dos rituais: “vai tomar banho menino” ou “já escovou os dentes”, etc. E digo que o aprender dói por que quando estamos aprendendo temos preguiça, nosso corpo se contorce, chega o sono, a vontade de ir ao banheiro. E isso acontece na escola sempre, fugidinhas da sala que os alunos praticam para sair da sala que incomoda muito. Essa prática não são apenas características dos alunos crianças não, alunos adultos também têm essa resistência ao “aprender”. As nossas crianças precisam ser estimuladas a aprender. Pois o adulto com toda essa forma de resistência corporal ao aprendizado, ele tem em sua consciência que o aprender é necessário para sua evolução.

Na concepção do mestre Paulo Freire, o ensino e aprendizagem são um mesmo ato e processo político de formação e de transformação das pessoas, onde quem ensina aprende e quem aprende ensina.  “[...] quem forma se forma e re-forma ao formar e quem é formado forma-se e forma ao ser formado.” Pedagogia da autonomia, de Paulo Freire.

Estamos achando que nossos filhos aprendem sozinhos, pois já carregam em si a carga automatizada geneticamente. Assim como as lagartas, ao nascer carregam consigo o DNA da metamorfose. Pois uma vez que a borboleta morre antes que seus ovos eclodam. Como é que a lagarta sabe que terão que construir um casulo para se transformar em borboleta? A resposta é bem simples elas transmitem toda suas características genéticas que a fórmula da metamorfose.

E quanto a nós, humanos. Temos uma carga genética pronta, com todas as informações? Obviamente não, por isso aprendemos e ensinamos.

Professoras escutam relatos de alunos que são cada vez mais refletem como a nossa sociedade tem se comportado e se conformado com a teoria da “a metamorfose humana”. É muito comum ouvir o seguinte comentário: Nossa! Adotar uma criança! E se os pais são péssimas pessoas, matam, roubam, são gays e etc., sendo assim a criança vai carregar essa “carga genética do mau” com ela.
Como dito antes nesse texto, não somos como as borboletas. Não carregamos no nosso DNA (Ácido desoxirribonucléico), a carga genética de caráter. A carga genética nos determina fisiologicamente. Carregamos dos nossos pais apenas 25% de características, ou outros 75% vem da nossa formação. Acontecem outros episódios na vida da criança que vai determinar seu comportamento, é através do convívio social que ela vai aprender a ser e a fazer. O primeiro convívio social da criança se dá por meio do ambiente em que ela vive e das experiências que ela tem, e como assimila o mundo a sua volta.
 Sabemos de alunos com nove e dez anos, que viram todos os capítulos de Gabriela – novela baseada na obra do mestre Jorge Amado, escrita para um público específico, ou seja, adultos. A professora nem precisava assistir, pois os capítulos chegavam fresquinhos, na ponta de língua de uma meia dúzia de crianças.
Mas, quando a professora foi tratar do assunto órgãos do sistema reprodutor, além de ter que rebolar para tratar de um assunto tão terrivelmente delicado para essa idade, teve ainda que se explicar várias vezes, sobre suas aulas para pais que, acharam as falas transmitidas pelos filhos sobre as aulas como o fim do mundo moral.

Evitar mostrar imagens dos órgãos genitais nas atividades de sala, pois a anatomia do corpo é imoral, para a nossa sociedade. A “abominável anatomia do pênis” ou o “terror sanguinário do período menstrual”.  Mas a novela com mulheres e homens de corpos esbeltos e com roupas íntimas e em cenas picantes e muito normal, comum e bem moral para crianças.

Agora, vejamos! A criança esta na fase da descoberta das mudanças de seu corpo, que são rápidas e visíveis, e exatamente nesse período é que precisam de orientações científicas sobre as mudanças do seu corpo. Não! Meu filho não pode ouvir sobre sexualidade, muito menos ver a “vergonha do corpo humano” (pensamento baseado na religiosidade), mas pode ver um romance adulto, pois é uma novela singela de corpos nus que se envolvem em tramas fictícias.

Daí o que a professora faz? Ou fala de sexualidade, que nada tem haver com ato sexual. Ou trabalha o assunto como se estivesse falando do bicho papão, o terror das criancinhas (tipo o filme monstros S.A., que de terror não tem nada), ou a profissional da educação pira na batatinha, mete o pé na jaca, fica doida de mar ré de si. Acha-se incapaz ou incapacitada de realizar sua tarefa, e daí corre com esse assunto, pois, aos olhos dos pais é o terror em forma de professora.

Mas a babá eletrônica está lá à disposição, o computador sem o devido acompanhamento do adulto fica lá bem aberto acesso, mais que as porteiras dos latifúndios, por que essas sim, são bem vigiadas, armadas, filmadas, o tempo todo. Enquanto isso nossas crianças ficam a navegar num mundo cheio de fascínio e informações hiper-ativas?  

Muitas crianças ganham o rótulo de hiperativa, mas são apenas hiper-ativas, estão “plugadas” para algumas coisas e “desplugadas” em outras. Rodeada de um mundo tecnologicamente avançado, e que é mais visual e desperta pouco a percepção sensorial, que não aguça a curiosidade, e ao pensamento. A criança chega à escola cada dia mais, preocupada em saber a resposta que com a pergunta. É mais importante entender a pergunta e as intenções que ela desperta. Ou nós mesmos damos mais ênfase às respostas certas, ou a critica sobre como foi formulada as perguntas? Estamos estimulando as perguntas ou estimulando a obtenção de respostas certas, sem um pensamento lógico e crítico.

Que nossas crianças façam sempre muitas perguntas e obtenham menos respostas prontas, mas que elas mesmas procurem descobrir a sua resposta sobre o mundo que o cerca.



terça-feira, 31 de janeiro de 2012

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Neves: Próxima assembléia só depois do recesso.

 (Foto: Míriam Pacheco)

Hoje, 14 de juho de 2011, em nova assembléia, os professores da rede municipal de educação de Ribeirão das Neves, firmaram a continuidade da greve e com nova assembléia para o dia 2 de agosto de 2011, as 9 horas em frente ao gabinete do prefeito, visto que os próximos dias são considerados recesso.

Outro ponto que aproveito para discorrer agora é o boato de calendário de reposição, isso não é verídico, pois ainda estamos em greve, as negociações estão estagnadas por culpa da prefeitura, um calendário de reposição só é pertinente quando a greve chegar ao seu fim. E a greve só chega ao seu fim quando a assembléia decide. 

Não me alongarei no texto, fiquem com o vídeo da assembléia na íntegra:

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Minas: Choque de gestão ou gestão do choque?

Ontem, 12/07/11, os servidores estaduais da saúde e educação realizaram um ato unificado na Cidade Administrativa de Minas Gerais. Como já era de se esperar, não foram recebidos para diálogo. Ao levaram a manifestação para MG-10 a coisa ficou pior, a brutalidade com que a máquina estadual já está acostumada a usar para repressão foi usada: tropa de choque, cavalaria, spray de pimenta e muito empurões e pontapés da PM nos manifestantes. É assim o choque de gestão de o estado de Minas tem passado.

Fiquem com os vídeos: