Para Refletirmos

O pensamento comunista me trás sentimentos de profundo amor. É como as gotas de chuva para as plantas depois de um longo período de estiagem: vem para purificar e dar lugar a nova estação.

Miriam Pacheco S. Seixas

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

O EDUCADOR E SUA RELAÇÃO COM O PERÍODO DE FÉRIAS



Por Míriam Pacheco

Estar de férias para um profissional da educação não é estar alheio as coisas referentes aos movimentos sociais e a atualização da sua função no âmbito social. Antes disso, vários profissionais da educação só têm a oportunidade de se atualizar no universo do conhecimento e da pesquisa exatamente no período de férias, visto que na maioria das vezes estamos cheios da tarefa diária dos planos de aula, das várias instituições educacionais que percorremos para aumentar a renda. Então, são exatamente nas férias que o professor se atualiza, sejam fazendo uma leitura mais aprofundada de algum livro, artigos de revistas, pesquisas sobre assuntos diversos, participando de cursos e/ou palestras. Sei que muitas pessoas pensam que período de férias para o professor é apenas para lazer, o que também faz parte da rotina desse período, mas enganam-se quem pensa que somente isto, também é o momento que muitos profissionais têm para se atualizar, para pesquisar, para se fazer mais presente no que deveria fazer parte do seu cotidiano e só não é por que a situação e condição social que ele mesmo se encontra retiram-lhe o prazer que tem pela pesquisa e pela busca do conhecimento.

Há muitos meses pretendia escrever sobre esta questão do profissional da educação e o período de férias, mas consegui guardar minha ansiedade por dois motivos: esperar o momento exato do período em questão e ainda, por ser exatamente neste período que a nossa produtividade social é maior, nosso tão sonhado momento de leitura fica mais livre, nosso período para pesquisa sobre assuntos diversos fica mais constante.

É nas férias que o professor tem a oportunidade de fazer uma leitura que há tanto tempo anseia fazer e um estudo sobre um assunto que há muito procura fazer, mas que a correria do dia e o cansaço das salas de aula roubam-lhe. Pois se engana quem acredita que o professor tem tempo de sobra para leitura e para estudos. Geralmente os estudos são de assuntos referentes ao cumprimento da grade escolar, cumprimento dos diversos projetos que a escola propõe ou que o assunto do dia lhe tomará para pesquisa. Mas, o profissional da educação precisa muito mais que apenas estes tipos de estudos que acabam sendo enfadonhos e corriqueiros. Um educador quer muito mais que apenas isso, ele quer ver um bom filme, ter acesso à cultura, a Congressos da sua área (e que são de custos bem altos por sinal), uma leitura prazerosa, um momento de reflexão sobre sua prática social e pedagógica, um momento para repor as energias que lhe são sugadas durante o período letivo e é claro um momento de lazer, afinal ninguém é de ferro. Mas muito mais que apenas um momento de lazer, as férias para um bom educador é o momento propício para sua busca pelo conhecimento e seus momentos de prática social, cultural e pedagógica.


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