Para Refletirmos

O pensamento comunista me trás sentimentos de profundo amor. É como as gotas de chuva para as plantas depois de um longo período de estiagem: vem para purificar e dar lugar a nova estação.

Miriam Pacheco S. Seixas

sábado, 30 de maio de 2009

A Educação Social

Por Míriam Pacheco da Silva Seixas

Apurado os resultados da enquete deste blogger, que durou cerca de dois meses, tivemos um resultado significativo, pois as maiorias dos votos foram para a opção: "A escola precisa de parceiros, pois educar é um ato social". Recebeu 12 dos 19 votos, ou seja, 63% das pessoas que votaram reconhecem que educar é um ato social.

Mas se educar é um ato social, pergunto?

  1. Como se dá essa educação social?
  2. Quais os participantes ativos nessa educação?
  3. A escola exerce maior influência para educar socialmente?

As respostas não são simples, depende muito mais de um esforço do coletivo, que da boa vontade de alguns.

Vendo a educação de dentro de uma escola de periferia, por vezes, encontro situações entristecedoras:

  • Muitas crianças moram no abrigo municipal, pois a família, por algum motivo, não têm condições de dar uma criação para os filhos.
  • Há alguns casos que os pais vêem na escola a saída para livrar os filhos da rua e da influência do crime, mas como a escola, em apenas quatro horas, pode salvar uma criança das ruas?
  • Existem ainda casos que se percebe que a família usa a escola como o lugar para deixar as crianças, enquanto se resolve alguns problemas. É o momento livre para ‘descontração’: ir ao supermercado com tranqüilidade, pagar contas sem que a criança peça para comprar algo, ou até mesmo ir ao salão de beleza, etc.
  • Outros pensam somente no 'bolsa família', enviam os filhos para escola, mas pura e simplesmente para salvar a renda mensal. Já ouvi de uma mãe que o filho não precisava se esforçar que não quisesse, mas que ele deveria ir à escola para garantir o recebido da bolsa. Ora, qual criança ao ouvir isso da mãe, vai levar os estudos a sério? E quando a criança perder o direito à bolsa, quem irá ajudá-la? E qual o retorno essa família terá da criança como adulto?

São nestes momentos que observo o quanto o papel social é importante. Se a criança não tem estímulos para os estudos na família, qual outro setor social influenciará as crianças aos estudos? Será a igreja, a associação de bairro, os médicos do PSF, os educadores na sala de aula?
A resposta é única e bem simples: não. Não adianta toda uma sociedade se prontificar a ajudar uma criança, se a família não se coloca a par da situação.

Muitos pais, por medo de errarem na educação dos filhos, têm agido da seguinte forma: se exime da responsabilidade para ficar mais fácil arrumar um álibi para dividir a culpa ou colocar toda responsabilidade do “insucesso” da educação familiar.

O que pretendia mostrar com essa enquete, é que a educação é um papel social, sendo um papel social, a primeira entidade social de que temos conta é a família. Se a família não se comporta como exemplo de sociedade para a criança, não adianta outros setores tentarem influenciar, pois a criança se espelha e segue o exemplo, pois é dela que recebemos as primeiras instruções de sobrevivência, uma vez que nascemos dependentes de outro ser para sobrevivermos.

QUADRO DE REGISTRO DA ENQUETE

Quem é o responsável por Educar uma criança?

A mãe é a única responsável.

0 (0%)

O pai participa somente como observador.

0 (0%)

A escola sozinha deve educar, pois é sua responsabilidade.

0 (0%)

A escola precisa de parceiros, pois educar é um ato social.

12 (63%)

A responsabilidade é governamental somente.

0 (0%)

Votos finais:

19

Enquete encerrada

30/05/09


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